Enfim, o ano sem fim, fica para trás.
O mundo estende os braços à salvação
Enquanto aqui a esperança é desilusão.
Um ano se foi, dois anos ainda mais.
Mostra o idiota do planalto a estupidez:
Quem tem voz de falar, ligeiro cala;
Quem menos sabe, mais propala;
Quem dinheiro ainda tiver, fugirá de vez.
Mas hoje o tempo não serás açoite.
Talvez nunca mais amaldiçoado
E quem sabe, um pouco fúlgido.
Assim viveremos cada noite
Como o primeiro encontro apaixonado.
E o próximo dia, como se fosse o último.